Efeito do Hidrogênio nas emissões

A adição de Hidrogênio a um motor de combustão interna resultará em uma combustão mais completa e mais rápida do combustível existente. Uma combustão mais rápida e completa significa que mais energia será transferida mecanicamente para o motor, ao invés de calor perdido através do escape. Isso tem um impacto positivo, não apenas na potência e na economia, mas também nas emissões (como exemplificado no relatório de teste realizado pela *Eurofins, mostrado abaixo). A velocidade muito maior da propagação da chama de Hidrogênio é responsável por isso, e é frequentemente considerada como uma espécie de“vela de ignição” gigante no motor que queima todo o combustível.

Resumindo, as emissões de veículos são compostas, em sua maioria, de 5 gases (o número 6 é aplicável apenas a motores a diesel):

1. HC
2. NOx
3. O2
4. CO
5. CO2
6. Material particulado (PM)

1. HC – Os hidrocarbonetos são essencialmente partículas de combustível que não foram queimadas e passam por todo o motor, pelo escapamento e eliminadas na atmosfera. Esse gás é o que causa a “smog” nas nossas cidades. Os hidrocarbonetos se reduzem em 30 a 40% geralmente.

2. NOx – O monóxido de hidrogênio e óxidos adicionais são responsáveis pela “chuva ácida” que aparece em áreas como Los Angeles. As emissões de NOx estão fortemente relacionadas à temperatura de combustão. À medida que a temperatura de combustão exceed 1527 ºC (2870ºF), óxidos de nitrogênio são formados, e qualquer aumento de temperatura resultará em aumentos consideráveis nas emissões. Quando o Hidrogênio é adicionado ao motor, a consequente diminuição na temperatura de combustão ajuda a diminuir esse gás particularmente entorpecente. Reduções de 20 a 25% são comuns em motores a diesel. Já nos motores a gasolina, o mais comum são reduções de 50%. Resultados mais significativos, de até 95%, foram reportados em aplicações de mistura pobre, como motores a gasolina altamente “tunados” ou motores movidos a gás natural que buscam grandes aumentos na economia de combustível.

3. O2 – O oxigênio NÃO É POLUENTE, além de ser necessário para nossa existência. Perceba o aumento significante de oxigênio limpo, conforme medido por detectores de 5 gases.

4. CO – Omonóxido de carbono. Esse gás claro e inodoro, mas ainda assim mortal, tem uma redução de 25 a 50%.

5. CO2 – Odióxido de carbono, responsável pelo efeito estufa em nosso planeta, tem tipicamente uma redução de 40 a 60%

6. PM – Material Particulado são as “partículas sólidas e pequenas gotas de líquido” no escapamento dos motores a diesel, conhecidas como “fuligem”. Considerando que o Hidrogênio é diretamente responsável por uma combustão mais completa, a redução na emissão dessas partículas é reduzida drasticamente. Em geral, verificam-se reduções de 70 a 80%, com relatos frequentes de 90% ou mais.

*Eurofins é um grupo internacional de laboratórios, com sede em Luxemburgo, que oferece testes e serviços de suporte para indústrias de produtos farmacêuticos, alimentícios, ambientais e de consumo, assim como para entidades governamentais.
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A adição de Hidrogênio a um motor de combustão interna resultará em uma combustão mais completa e mais rápida do combustível existente. Uma combustão mais rápida e completa significa que mais energia será transferida mecanicamente para o motor, ao invés de calor perdido através do escape. Isso tem um impacto positivo, não apenas na potência e na economia, mas também nas emissões
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